Duas vagas e nove nomes: veja quem disputa o Senado pelo Paraná em 2026
Matéria: LUIZ HENRIQUE/ NOSSO DIA
A renovação de duas das três cadeiras do Paraná no Senado colocou nove candidatos na disputa eleitoral de 2026. Os nomes foram escolhidos durante as convenções partidárias, encerradas na quarta-feira (5), e ainda precisam ter os registros analisados pela Justiça Eleitoral.
Entraram na corrida Alexandre Curi (Republicanos), Cristina Graeml (PSD), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT), Dr. Rosinha (PT), Karen Guerreiro (Missão), Joaquim Maciel (UP) e Alex Sandro (Mobiliza).
As vagas pertencem atualmente a Oriovisto Guimarães (PSDB) e Flávio Arns (PSB), cujos mandatos terminam no início de 2027. Sergio Moro (PL), eleito em 2022, tem mandato até 2031, mas deixará o Senado caso seja eleito governador.
Como duas cadeiras estarão em disputa, cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes. A eleição para senador ocorre em turno único: os dois mais votados em 4 de outubro serão eleitos para mandatos de oito anos.
Alexandre Curi aposta na força entre os municípios
Depois de abrir mão da disputa pelo Governo do Paraná, Alexandre Curi foi escolhido pelo Republicanos para concorrer ao Senado na chapa apoiada pelo governador Ratinho Junior.
Deputado estadual desde 2003, Curi ocupa a presidência da Assembleia Legislativa do Paraná. Sua candidatura deve explorar a relação construída ao longo dos anos com prefeitos, vereadores e lideranças de diferentes regiões do estado.
Ao lançar o nome para o Senado, ele afirmou que pretende ampliar a presença do Paraná em Brasília e buscar mais recursos federais para os municípios.
Curi integra a coligação de Sandro Alex (PSD), que reúne também MDB, Republicanos, Progressistas, União Brasil, Avante, PSDB e Cidadania.
Cristina Graeml tenta levar votação de Curitiba para todo o estado
A segunda candidatura ao Senado vinculada ao grupo de Ratinho Junior é a da jornalista Cristina Graeml, agora filiada ao PSD.
Ela ganhou projeção eleitoral em 2024, quando avançou ao segundo turno da eleição para a Prefeitura de Curitiba e terminou a disputa na segunda colocação. Desde então, passou a fortalecer sua presença entre movimentos e eleitores identificados com a direita.
Antes de chegar ao PSD, Cristina passou pelo Podemos e pelo União Brasil. Na campanha estadual, deve defender pautas conservadoras relacionadas à família, à vida, às liberdades individuais e à economia.
O desafio será transformar o desempenho conquistado na capital em uma candidatura competitiva também no interior.
Deltan tenta retornar ao Congresso enquanto aguarda decisão da Justiça
Ex-coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol foi homologado pelo Novo para disputar uma cadeira no Senado.
Em 2022, ele recebeu 344.917 votos e tornou-se o deputado federal mais votado do Paraná. No ano seguinte, porém, perdeu o mandato após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferir seu registro de candidatura.
A possibilidade de Deltan disputar a eleição de 2026 está sob análise da Justiça Eleitoral. A defesa argumenta que a decisão anterior atingiu especificamente o registro apresentado em 2022 e não impede uma nova candidatura. PT, PCdoB e PV sustentam que a inelegibilidade ainda alcança o pleito deste ano.
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná deverá decidir a questão. Enquanto isso, Deltan permanece entre os nomes homologados e integra a chapa que apoia Sergio Moro ao governo.
Filipe Barros representa o PL na disputa
O deputado federal Filipe Barros é o outro candidato ao Senado ligado à coligação de Moro. Advogado, ele iniciou a trajetória eleitoral como vereador de Londrina e chegou à Câmara dos Deputados em 2019.
Barros tornou-se uma das principais lideranças do bolsonarismo no Paraná e tem atuação marcada pela defesa de pautas conservadoras.
Filiado ao PL, ele divide o palanque com Deltan, embora os dois pertençam a partidos diferentes. A aliança que sustenta as candidaturas reúne PL, Novo, Podemos e Democracia Cristã.
Gleisi busca retornar ao cargo que ocupou por oito anos
Gleisi Hoffmann disputará novamente uma vaga no Senado pelo PT. Ela já representou o Paraná na Casa entre 2011 e 2019, antes de ser eleita deputada federal.
Além das passagens pelo Legislativo, Gleisi foi ministra-chefe da Casa Civil no governo Dilma Rousseff, presidiu nacionalmente o PT e assumiu o Ministério das Relações Institucionais no governo Lula.
Em 2014, concorreu ao Governo do Paraná, mas não chegou ao segundo turno. Na eleição deste ano, estará na aliança que apoia Requião Filho (PDT) ao Palácio Iguaçu.
Dr. Rosinha retoma disputa por cargo eletivo
A segunda vaga ao Senado na chapa formada por PDT e PT será ocupada por Dr. Rosinha. Médico pediatra, seu nome de registro é Florisvaldo Fier.
Com uma trajetória iniciada na política curitibana, ele já foi vereador da capital, deputado estadual e deputado federal. Permaneceu por quatro mandatos na Câmara dos Deputados, entre 1999 e 2015, e também presidiu o Parlamento do Mercosul.
Dr. Rosinha retorna às urnas em uma frente que reúne PDT, PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, Solidariedade e PRD.
Karen Guerreiro é o nome do Missão
O partido Missão escolheu Karen Guerreiro para representar a legenda na disputa pelo Senado. A sigla, ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL), participará da eleição estadual sem coligação com outros partidos.
Karen estará no mesmo palanque de Luiz França, candidato do Missão ao Governo do Paraná, e de João Adolfo, concorrente a vice-governador.
A chapa de suplentes é formada por Renato Scarante e Sonni Rezini.
Joaquim Maciel leva movimentos por moradia à eleição
A Unidade Popular lançou Joaquim Maciel, integrante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).
A candidatura pretende dar visibilidade a temas como moradia popular, direitos trabalhistas e condições de vida nas periferias. Joaquim participa da chapa liderada por Tayná Miessa, candidata da UP ao governo.
Patrícia Cota e Fernando Dornellas foram escolhidos como suplentes.
Mobiliza lança Alex Sandro
Alex Sandro completa a relação de candidatos homologados ao Senado. Ele concorrerá pelo Mobiliza, que decidiu apresentar uma chapa própria nas eleições estaduais.
O partido também terá Alexandre Salomão como candidato ao Governo do Paraná e Daiana Criminácio na disputa pela vice-governadoria.
Próxima etapa será o registro das candidaturas
O encerramento das convenções não torna as candidaturas automaticamente definitivas. Os partidos têm até 15 de agosto para protocolar os pedidos de registro, que serão examinados pelo Tribunal Regional Eleitoral.
Após a análise da documentação e de eventuais contestações, a Justiça Eleitoral decidirá quais candidatos estarão aptos a aparecer nas urnas.
A campanha começa oficialmente em 16 de agosto. Já a escolha dos dois novos senadores paranaenses ocorrerá em 4 de outubro, sem possibilidade de segundo turno.
07/08/2026
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